Desinfecção da água da piscina através de Ionização por cobre/prata

Desinfecção da água da piscina através de Ionização por cobre/prata
É cada vez maior o número de piscinas públicas que trocam a desinfecção por
cloro pelo tratamento de água à base da ionização por cobre/prata. Este facto
deve-se, fundamentalmente, a dois factores:
1. Melhorar a qualidade geral da água
Apesar de ser dos mais poderosos desinfectantes que se conhecem, o cloro
vem sendo encarado como um inimigo a abater, devido a diversos problemas
directamente associados à sua utilização:
+ o cloro desidrata os olhos, a pele e as mucosa, mancha os dentes;
+ a presença de elevados níveis de cloraminas (cloro combinado) em piscinas
cobertas provoca um forte odor a cloro (agravado quando não existe ventilação
adequada);
+ o cloro utilizado na desinfecção, produz entre outros compostos orgânicos
voláteis, clorofórmio (composto cancerígeno) e está associado a problemas
como infertilidade, deficiente desenvolvimento infantil, alterações do sistema
imunitário, desenvolvimento de alergias, asma e outras doenças pulmonares
(nomeadamente em crianças com menos de 6 anos), etc.;
+ a saúde dos nadadores é directamente afectada pelo uso de cloro, dado
correrem riscos de alteração dos tecidos pulmonares devido à inalação e �
absorção através da pele dos subprodutos químicos tóxicos desse tratamento
de água das piscinas (riscos superiores à própria ingestão da água).
Por estes motivos têm-se procurado alternativas eficazes a este tipo de tratamento:
Oxigénio puro e Ozono – são os melhores dos novos sistemas, mas são também
muito mais dispendiosos. Têm todo o poder desinfectante do cloro e nenhum dos
seus inconvenientes. Apesar de eliminarem quase totalmente a necessidade de
químicos, não dispensam a presença de um residual mínimo de cloro.
Ultravioletas – a água é esterilizada ao passar sob uma lâmpada que emite
raios ultravioleta. É um processo sem efeito residual, ou seja, acontece uma
esterilização pontual à passagem pela lâmpada emissora dos ultravioletas, mas
não resta qualquer residual de desinfectante para actuar sobre contaminações
que surjam a jusante (no tanque da piscina). Este método continua a exigir
a adição de químicos, embora menos do que no tratamento por cloro
convencional. É muito recomendado para situações em que exista uma forte
necessidade de destruição de cloraminas. É um tipo de tratamento mais caro do
que a ionização.
Ionização electrolítica – a água atravessa um tambor onde estão eléctrodos que
a “bombardeiam” com iões de cobre e prata. Estes ficam na água e reagem na
presença de microorganismos, eliminando-os.
A prata interfere com a actividade enzimática e, tal como o cobre, liga-se ao
DNA das células para formar complexos que inibem o processo respiratório na
membrana celular.
Ambos actuam mais lentamente que o cloro na inactivação dos
microorganismos. No entanto, quando associados com pequenas doses de
cloro (recomendado pelo facto destes iões não actuarem sobre substâncias
como a gordura da pele) demonstram ter uma actuação mais rápida na
destruição dos microorganismos do que o cloro sozinho em doses equivalentes
(efeito sinergético).
Este último processo alternativo (mais económico e mais adequado para
piscinas já construídas), apresenta diversas vantagens sobre o sistema
tradicional de desinfecção exclusiva por cloro:
+ os iões cobre e prata asseguram um efeito residual, não se dissipam no ar,
não são corrosivos para os materiais e acessórios das piscinas, são inodoros
e seguros, eliminam também os vírus, e não são afectados pelo calor ou pela
luz solar, por isso o processo de purificação é contínuo;
+ os iões prata são facilmente adsorvidos pelas superfícies, prevenindo dessa
forma a formação de biofilmes;
+ permite prescindir dos algicidas (que impedem a formação de algas) e dos
floculantes (que afundam partículas em suspensão, mantendo o aspecto
limpo da água);
+ diminui a necessidade de utilização de estabilizadores de cloro (ácido
cianúrico) e de correctores de pH;
+ maior conforto (notar que uma das principais aplicações deste equipamentos
é em aquários para golfinhos e outras espécies) para quem utiliza as piscinas
devido, principalmente, à significativa redução dos consumos de cloro;
+ não há necessidade de transportar e armazenar manusear produtos
químicos;
+ o controlo dos teores de cobre e prata não tem de ser tão regular (mas é
imprescindível para evitar que os teores de cobre possam subir ao ponto
de provocar manchas nas juntas da piscina) como os teores de cloro e pH,
donde resulta uma redução das tarefas diárias de manutenção e controlo
desses teores;
+ a utilização de teores de cloro mais reduzidos proporciona uma percentagem
de reacções de decomposição menor, permitindo uma maior facilidade na
manutenção desses teores de cloro, mesmo em alturas de forte afluência de
utilizadores;
+ existe uma maior dificuldade dos microorganismos para desenvolver
resistências a dois mecanismos de desinfecção do que apenas a um;
+ a substituição dos eléctrodos só é necessária para períodos superiores a um
ano de utilização.
Limites máximos permitidos por diversa legislação para os teores de cobre e
prata em águas:
Parâmetro DL – 236/98 (1) DR – 5/97 (2) C. A. Galicia (3) EPA (4) Clearwater (5)
Cobre 0,3 mg/l 2,0 mg/l ß 2,0 mg/l 1,0 mg/l 0,2 – 0,3 mg/l
Prata 0,01 mg/l 0,1 mg/l 0,05 mg/l 0,01 mg/l
(0,08 mg/l ∂) (10 mg/l ß)
∂ – Valor máximo admissível, se se faz uso não sistemático de prata no tratamento das águas.
ß – Valores limite
(1) Valores para a qualidade da água de consumo, segundo o Decreto-Lei n.º236/98.
(2) Valores p/a a qualidade da água dos recintos c/ diversões aquáticas, segundo Decreto regulamentar n.º 5/97.
(3) Valores para a qualidade da água de piscinas, segundo a Comunidade Autónoma da Galiza. www.faps.es
(4) Critério para a qualidade da água de consumo, segundo a EPA (US Environmental Protection Agency)
(5) Valores recomendados pelo fabricante americano Clearwater p/a os seus ionizadores cobre/prata em
piscinas públicas. www.clearwaterpoolsystems.com
2. Reduzir a despesa mensal com os tratamentos
O tratamento de água à base da ionização por cobre/prata, além de ser um
excelente cartão de visita, reduz as despesas de manutenção porque exige
menor adição de químicos, permitindo dispensar até 95% dos químicos
utilizados nos tratamentos convencionais, e cerca de 75 % do cloro utilizado.
A necessidade de manter uma taxa de cloro na água deve-se ao facto dos
iões não actuarem sobre certas substâncias (matéria orgânica que necessita ser
oxidada) e da própria lei impor níveis mínimos a manter (0,5 mg/l). No entanto,
como os iões e o cloro são complementares, a manutenção dessas taxas
mínimas de cloro acaba por reforçar a eficácia do sistema.
Quem gere as piscinas beneficia de uma redução nos custos de manutenção,
pois os iões encarregam-se do extermínio dos microorganismos, havendo menos
necessidade de juntar cloro à água para garantir os níveis microbiológicos
exigidos.
Notar que a razão porque se gasta muito cloro nas piscinas com tratamentos
convencionais tem a ver com o facto do químico se perder em tarefas laterais
(ele reage primeiro com todas as substâncias químicas que encontra perdendo o
seu poder desinfectante, e só depois faz aquilo para que está destinado: eliminar
os microorganismos).
Para além do acima exposto, a crescente descida da qualidade geral dos
cloros encontrados no mercado, depois da sua invasão por cloros provenientes
da Ásia, aumentou a debilidade da posição do cliente final, fazendo disparar os
seus consumos (com todos os incovenientes quer técnicos quer económicos
que isso representa) e diminuindo a qualidade geral da água.

Acesse a matéria na íntegra em:

http://www.mariorebola.com/pdf/artigos/ionizacao.pdf

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